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Quarteto Fantástico: Primeiras impressões e spoilers

Tivemos o privilégio de assistir Quarteto Fantástico: Primeiros Passos antecipadamente hoje (22). O longa chega com a responsabilidade de introduzir oficialmente a equipe no MCU, e faz isso com leveza, humor e um visual único. Desde os primeiros minutos, já é possível perceber que essa é uma abordagem diferente, focando na relação familiar e em um grupo já estabelecido no seu universo.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

O filme segue a fórmula já conhecida da Marvel, com muito humor, ritmo leve e sem grandes impactos narrativos. Ainda assim, isso não compromete a experiência. Pelo contrário, o longa se mostra um bom exemplo dentro do estilo característico do estúdio. É uma aventura para toda a família, com ação do começo ao fim e doses generosas de humor, bem executadas e alinhadas à personalidade do grupo.

A química entre os membros do Quarteto é muito bem desenvolvida. A relação familiar, presente desde os quadrinhos, é o verdadeiro centro da narrativa e traz o tom emocional que sustenta o filme.

Um destaque importante vai para Vanessa Kirby, que entrega uma excelente interpretação como Sue Storm. Ela se destaca em todas as cenas em que aparece, especialmente no desfecho do longa, mostrando a força de uma mãe, foco e vulnerabilidade ao mesmo tempo.

Um personagem que surpreendeu bastante foi H.E.R.B.I.E., o robô assistente do grupo. Com piadas bem colocadas e carisma próprio, ele vai além do alívio cômico e se torna uma presença querida dentro da equipe. É possível perceber o carinho mútuo entre ele e os membros do Quarteto, especialmente nas cenas com Johnny Storm, que ilustram perfeitamente essa relação afetuosa e divertida. A forma como o roteiro o integra à dinâmica do grupo demonstra atenção e cuidado com o personagem, que facilmente poderia ter sido apenas um acessório, mas aqui ganha personalidade própria e importância real na narrativa.

Visualmente, o filme impressiona. A ambientação nos anos 60 com uma pegada futurista, que remete aos Jetsons, traz um charme especial e bastante original. O figurino típico da época é reproduzido com esmero, principalmente no caso do Coisa, que aparece sempre estiloso. Os efeitos visuais também chamam atenção pela qualidade, principalmente nas representações de Galactus e da Surfista Prateada, que são realistas e impactantes. O único ponto que destoa é o Tocha Humana. Embora o fogo em torno de seu corpo esteja bem feito, o efeito aplicado diretamente sobre Joseph Quinn é estranho e mal finalizado, o que causa certa estranheza.

Como já havia sido revelado, o vilão da vez é Galactus, uma escolha extremamente acertada. Sua presença é uma das mais imponentes já vistas no MCU. Os efeitos visuais, sua voz e até seus gestos transmitem a sensação de que ele é uma força realmente imparável. Com movimentos lentos e quase teatrais, Galactus domina a cena com autoridade e ameaça.

SPOILERS- Uma visão do que acontece

O filme começa com uma breve montagem que estabelece o Quarteto Fantástico como heróis renomados e já conhecidos do público. Logo em seguida, somos apresentados ao anúncio da gravidez de Sue, momento que traz um clima de celebração para o grupo. Enquanto todos comemoram, Reed começa a se preparar intensamente para a chegada do filho, criando uma situação repleta de bom humor ao mostrar o conflito entre suas medidas protetivas e os poderes imprevisíveis do Coisa e do Tocha Humana.

A introdução de Galactus é uma das cenas mais tensas do filme. Vemos o vilão pela primeira vez e já de forma imponente, com seus olhos surgindo lentamente, seguidos pela revelação do corpo colossal. Neste momento, fica claro que Galactus deseja capturar Franklin, o filho de Sue e Reed, revelando o enorme potencial e poder que o bebê possui.Galactus MCU

A partir daí, a trama se desenrola. O Quarteto se recusa a entregar a criança, enquanto Galactus declara que irá devorar a Terra. Reed tenta usar sua tecnologia de teletransporte para afastar o planeta da ameaça, buscando despistar o vilão. Paralelamente, acompanhamos Johnny Storm, o Tocha Humana, tentando decifrar a mensagem enigmática da Surfista Prateada.

A cena de Galactus invadindo Nova York lembra muito Lego Marvel Superheroes, no bom sentido, e até mesmo os filmes do Godzilla, com a destruição da cidade pelo gigante. A ação é intensa, com todos os membros do Quarteto usando seus poderes para tentar causar um dano significativo à entidade. O plano de trocar o bebê falha, e o Devorador de Mundos vai atrás da criança, conseguindo pegá-la e quase devorá-la. No último momento, porém, Sue usa seus poderes até o limite da vida para empurrar o ser para o portal, enquanto Reed consegue resgatar o filho. Mesmo assim, Galactus é poderoso e sai do portal, momento em que a Surfista Prateada aparece e o empurra, caindo junto com ele.

É nesse momento que os poderes de Franklin se manifestam pela primeira vez. Ao se depararem com o corpo morto de Sue, Reed tenta revivê-la, mas sem sucesso imediato. Quando a criança começa a chorar, é colocada sobre o corpo da mãe, e isso a traz de volta à vida. Essa cena traz o impacto típico da fórmula Marvel, pois fica claro que não teriam coragem de matar Sue de fato. Ao mesmo tempo, a escolha é compreensível, já que essa é sua primeira aparição no MCU e a sequência é essencial para demonstrar o poder do filho do casal.

SPOILERS- A Marvel sabe criar hype

Latvéria, o país do Doutor Destino, aparece desde os primeiros minutos do filme brevemente. Apesar de apenas vermos bandeiras e placas, uma vez que eles não se uniram à Fundação Futuro, já pavimenta o caminho para Vingadores: Doomsday.

A primeira cena pós-créditos mostra um pequeno vislumbre do Doutor Destino pela primeira vez. Ela mostra Sue lendo para Franklin, que vai buscar o livro que o garoto gosta. Ela sente uma presença e lá está Victor Von Doom. Não é possível ver seu rosto, apenas o capuz e sua máscara na mão, enquanto o menino passa a mão no rosto coberto pela touca. Um recado aparece na tela: “O Quarteto Fantástico retornará em Vingadores: Doomsday.”

A segunda cena começa com uma homenagem ao lendário quadrinista responsável pela criação do Quarteto Fantástico, Jack Kirby, com uma frase sua sobre heróis. Logo após, vemos a antiga série animada do Quarteto em uma TV, com os rostos dos atores do filme.

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Author Otávio Luiz
Published
Categories Filmes

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