Com a estreia e a performance abaixo do esperado de Supergirl nos cinemas, muito se especula sobre o futuro do DCU. Afinal, o universo comandado por James Gunn e Peter Safran já corre riscos ou ainda é cedo para qualquer conclusão? Confira nessa matéria algumas das questões que circulam o futuro do universo para entender melhor os possíveis bastidores e o que pode se desdobrar no futuro
Visão dos diretores x Visão do Gunn
Quando James Gunn assumiu o comando da DC Studios, uma de suas principais promessas foi preservar a identidade dos diretores e permitir que cada projeto tivesse sua própria personalidade. A proposta buscava justamente evitar problemas que marcaram o antigo DCEU, frequentemente criticado por interferências de estúdio.
No entanto, um artigo do The Hollywood Reporter afirma que Supergirl passou por 11 versões diferentes de montagem, sendo a exibida nos cinemas o corte aprovado por James Gunn. A publicação também aponta que o diretor Craig Gillespie teria enfrentado divergências criativas com o co-CEO da DC Studios durante a pós-produção.
Caso essas informações sejam confirmadas, elas levantam um questionamento importante: até que ponto a liberdade criativa prometida realmente existe? Ao mesmo tempo, vale lembrar que alterações na edição são comuns em grandes produções e fazem parte do processo de desenvolvimento de praticamente qualquer blockbuster.
Prioridades
Uma das marcas mais fortes de James Gunn é transformar personagens de categoria “B” e “C” em grandes sucessos, como aconteceu com Guardiões da Galáxia, na Marvel, e Pacificador, na DC.
O problema, segundo parte dos fãs, é justamente a falta de prioridade para os maiores nomes da editora. A principal cobrança gira em torno da Mulher-Maravilha. Embora James Gunn já tenha confirmado que um filme da heroína está em desenvolvimento, o projeto segue sem novidades concretas.
Em contrapartida, rumores indicam que Diana pode fazer sua estreia no novo DCU em Superman: Homem do Amanhã. A atriz Adria Arjona chegou a ser apontada pelo Deadline como favorita para interpretar Maxima, mas muitos fãs acreditam que ela, na verdade, viverá a Mulher-Maravilha. A teoria ganhou força porque Gunn nunca confirmou oficialmente qual será seu papel, o que poderia ser uma forma de preservar uma grande surpresa para o filme. Além disso, as recentes publicações da atriz mostrando sua intensa preparação física nas redes sociais alimentaram ainda mais as especulações.
Além disso, de acordo com o portal Deadline, uma das prioridades da DC Studios após Supergirl seria o desenvolvimento de um filme protagonizado por Exterminador e Bane. Apesar de ambos serem personagens muito conhecidos pelos fãs, eles ainda não possuem o mesmo peso comercial de figuras como Mulher-Maravilha, Flash ou Liga da Justiça, o que alimenta o debate sobre as prioridades do novo DCU.
Até quando vai o contrato?
Rumores indicam que o contrato de James Gunn como cabeça do DCU se extende até o final de 2026 ou 2027, o que leva a pergunta? “Será que ele vai sair ou vai continuar?”
Até o momento, não existe qualquer indicação oficial de qual decisão ele irá tomar. Diversos projetos anunciados por Gunn ainda nem chegaram ao público, tornando qualquer avaliação bastante precipitada.
É culpa de James Gunn e Peter Safran?
Essa talvez seja a pergunta mais difícil de responder.
É verdade que algumas decisões da atual gestão vêm dividindo opiniões. A possível interferência em Supergirl, a prioridade dada a personagens menos conhecidos e o ritmo lento para desenvolver figuras como Mulher-Maravilha são críticas recorrentes da comunidade.
Por outro lado, responsabilizar exclusivamente James Gunn e Peter Safran pelos desafios do DCU ignora um contexto muito maior. A marca DC chega ao novo universo após anos de instabilidade, mudanças de direção e perda de confiança por parte do público. Reconstruir esse cenário dificilmente aconteceria com apenas dois ou três filmes.
Além disso, o próprio Universo Cinematográfico da Marvel levou anos para consolidar seu planejamento antes de alcançar o sucesso que conhecemos hoje. Comparar um universo que está em seus primeiros capítulos com uma franquia construída ao longo de mais de uma década talvez seja precipitado.
James Gunn certamente pode ser criticado por decisões criativas específicas, mas ainda é cedo para apontá-lo como o grande responsável pelo sucesso ou fracasso do DCU. A resposta para essa pergunta provavelmente só ficará clara quando os próximos capítulos desse universo chegarem aos cinemas.
O DCU vai acabar já!?
A resposta mais honesta é: não há motivos para acreditar nisso.
Apesar do desempenho de Supergirl ter ficado abaixo das expectativas e das críticas direcionadas à atual gestão, o DCU ainda está apenas em seus primeiros passos. O universo compartilhado possui diversos projetos anunciados, como Cara de Barro, Lanternas, Batman: The Brave and the Bold, Homem do Amanhã, além de séries que ainda estão em desenvolvimento.
É natural que exista preocupação por parte dos fãs. Afinal, a DC passou mais de uma década tentando construir um universo compartilhado sem encontrar a consistência alcançada pela Marvel. No entanto, encerrar um projeto desse porte após poucos lançamentos seria uma decisão extremamente improvável, principalmente considerando o investimento feito pela Warner Bros. Discovery na criação da DC Studios.
Mais do que o desempenho de um único filme, o futuro do DCU dependerá da recepção dos próximos projetos e da capacidade de James Gunn e Peter Safran em construir um universo que mantenha qualidade, identidade e continuidade.
Por enquanto, o debate é válido e as críticas também. Mas decretar o fim do DCU neste momento parece mais uma reação imediata do que uma análise baseada no cenário atual. O verdadeiro teste para James Gunn ainda está por vir, e provavelmente só poderá ser avaliado quando essa primeira fase do universo estiver mais consolidada.
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