A GOG, uma das plataformas digitais de jogos mais conhecidas do mercado de PC, foi vendida por US$ 25 milhões e não faz mais parte da estrutura da CD Projekt Red. A mudança marca uma reconfiguração importante dentro do grupo polonês.
Quem adquiriu a plataforma foi Michał Kiciński, um dos fundadores da própria CD Projekt. Com isso, a GOG passa a operar de forma independente, fora do controle direto do estúdio responsável por The Witcher e Cyberpunk 2077.
Uma venda, mas não uma ruptura
Apesar de a GOG ter saído oficialmente das mãos da CD Projekt Red, a venda não representa um rompimento completo. Pelo contrário. O fato de a plataforma ter sido adquirida por um de seus fundadores indica uma transição planejada e menos traumática.
Na prática, a CD Projekt optou por simplificar sua estrutura. O estúdio agora concentra esforços no desenvolvimento de grandes jogos, enquanto a GOG segue um caminho próprio.
O papel da GOG no mercado
Desde sua criação, a GOG construiu sua identidade ao vender jogos sem DRM. Essa proposta atraiu um público específico, interessado em preservação, acesso permanente e respeito ao consumidor.
Mesmo assim, competir com gigantes como Steam e Epic Games Store sempre foi um desafio. Manter uma loja digital dentro de um grande grupo de desenvolvimento exigia recursos e atenção constantes.
Por que a compra por um fundador importa
O detalhe mais relevante da negociação está no comprador. Michał Kiciński não é um investidor externo. Ele ajudou a fundar a CD Projekt e conhece profundamente a história da GOG.
Isso sugere que a plataforma não foi tratada apenas como um ativo financeiro, mas como um projeto com identidade própria. Agora, a GOG pode tomar decisões mais alinhadas ao seu propósito original, sem a pressão direta de um estúdio AAA.
O que muda a partir de agora
A GOG deve continuar operando normalmente. No entanto, a expectativa é de maior autonomia estratégica. A separação pode abrir espaço para foco em nichos específicos, catálogo clássico e relacionamento com a comunidade.
Enquanto isso, a CD Projekt Red segue concentrada em seus próximos grandes projetos, incluindo novos jogos das franquias The Witcher e Cyberpunk.
Um reflexo do momento da indústria
A venda da GOG reflete um movimento mais amplo da indústria de games. Estúdios e empresas buscam reduzir estruturas complexas e priorizar áreas-chave diante de custos cada vez mais altos.
No fim, a saída da GOG do guarda-chuva da CD Projekt Red soa menos como crise e mais como realinhamento estratégico — especialmente por manter o controle nas mãos de alguém que ajudou a construir essa história desde o início.