O portal Voxel entrevistou Junior, responsável pela dublagem viral de Kratos em God of War, que voltou a bombar nas redes sociais em fevereiro de 2026. Frases como “Vamos, homens” e “Meu Deus, o que eu fiz” transformaram a versão brasileira do Fantasma de Esparta em um fenômeno entre os gamers.
A dublagem nasceu após o trabalho da equipe STR Brasil em Shadow of the Colossus. Uma demo foi lançada em 2013 e ganhou enorme repercussão com o passar dos anos. A versão completa só chegou em 2018, depois de diversos obstáculos, incluindo a falha de um HD que quase apagou todo o projeto.
Um dos pontos mais comentados é o tom mais contido de Kratos. Diferente do personagem explosivo do PS2, a interpretação de Junior soa mais controlada. O motivo é simples e curioso. Ele gravou todas as falas em cerca de 15 dias, sempre à noite, depois do trabalho. Como não podia gritar para não acordar a família, registrou os diálogos em volume mais baixo, deixando para a edição a tarefa de intensificar a performance.
A famosa piada de que Kratos “gritava baixo para não acordar a mãe” foi confirmada pelo próprio dublador. As gravações realmente aconteciam de madrugada, e o cuidado era não despertar ninguém em casa. A pós-produção aplicou filtros e efeitos, mas o resultado final manteve o tom mais moderado, característica que acabou se tornando marca registrada da versão brasileira.
Mesmo com a viralização recente, Junior reforça ao Voxel que o trabalho sempre foi feito de fã para fã, distribuído em formato de patch e sem fins lucrativos. O que começou como um projeto caseiro acabou entrando para a história da cultura gamer brasileira.
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