Como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC com The Witcher 3

Dizer como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC pode parecer exagero à primeira vista. No entanto, poucos estúdios conseguiram transformar expansões em eventos tão aguardados quanto os criadores de The Witcher.

Durante muitos anos, a palavra “DLC” carregou uma certa desconfiança dentro da indústria dos games.

Para parte da comunidade, o termo rapidamente passou a ser associado a conteúdos pequenos, cosméticos vendidos separadamente, expansões superficiais ou até práticas agressivas de monetização. Em alguns casos, DLCs pareciam pedaços removidos do jogo principal para serem vendidos depois.

Mas em algum momento da década passada, vimos como a CD Projekt RED começou a mudar essa percepção.

Foi nesse período que vimos como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC, transformando conteúdos adicionais em experiências capazes de rivalizar com jogos completos.

Logo oficial de The Witcher 3: Wild Hunt – Songs of the Past sobre um fundo branco acinzentado com galhos secos ao redor, destacando a nova expansão anunciada para o RPG da CD Projekt Red. Como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC.
A CD Projekt Red descreve Songs of the Past como uma expansão para The Witcher 3, reforçando a tradição da franquia de entregar conteúdos pós-lançamento ambiciosos.

Quando DLC era uma palavra malvista

E talvez nenhum jogo represente isso tão bem quanto The Witcher 3: Wild Hunt.

Quando o RPG foi lançado em 2015, a indústria já discutia constantemente o excesso de conteúdos pagos. Season passes começavam a se tornar padrão, microtransações cresciam rapidamente e boa parte das expansões parecia cada vez menor. Só que a CDPR escolheu seguir um caminho completamente diferente.

Como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC com The Witcher 3

Primeiro vieram as DLCs gratuitas semanais de The Witcher 3 — pequenas adições distribuídas sem custo extra para os jogadores, incluindo armaduras, quests e cosméticos. Na época, aquilo já chamava atenção por parecer um gesto raro dentro do mercado AAA.

Mas foi com Hearts of Stone e principalmente The Witcher 3: Wild Hunt – Blood and Wine que a percepção da comunidade mudou completamente.

A CD Projekt RED não lançou apenas conteúdos adicionais.

Hearts of Stone e Blood and Wine eram mais do que DLCs

Ela lançou expansões que pareciam jogos completos. Foi justamente nesse momento que muitos fãs passaram a ver como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC, elevando o padrão de qualidade esperado para conteúdos pós-lançamento.

Hearts of Stone entregava uma das histórias mais elogiadas da franquia, aprofundando temas como obsessão, amor e imortalidade através do misterioso Gaunter O’Dimm. Já Blood and Wine praticamente funcionava como um novo RPG inteiro, trazendo uma região inédita, dezenas de horas de conteúdo, novas mecânicas, equipamentos, criaturas e uma narrativa própria extremamente ambiciosa.

Na prática, aquilo redefiniu o que muitos jogadores passaram a esperar de uma expansão.

Enquanto parte da indústria utilizava DLCs para prolongar monetização, a CDPR transformava expansões em verdadeiros eventos dentro da comunidade gamer.

E talvez seja exatamente por isso que qualquer novo conteúdo envolvendo The Witcher passe a gerar expectativas tão altas.

Agora, quase dez anos depois do lançamento original de The Witcher 3, a situação parece se repetir novamente.

Songs of the Past pode repetir a fórmula

Com o anúncio de Songs of the Past, a CD Projekt RED vem evitando tratar o conteúdo apenas como uma simples DLC. Em entrevistas e materiais promocionais, o estúdio reforça constantemente termos como “expansion”, “major expansion” e até “massive expansion”.

Isso pode parecer apenas marketing à primeira vista, mas dentro da história recente da CDPR, essas palavras carregam um peso importante.

A comunidade sabe que a empresa historicamente usa o termo “expansão” para conteúdos realmente grandes. E justamente por isso, muitos fãs começaram a acreditar que Songs of the Past pode ser muito mais do que um pacote comemorativo.

A presença da Fool’s Theory no desenvolvimento também aumenta essa percepção. O estúdio conta com veteranos ligados à franquia e atualmente trabalha no remake do primeiro The Witcher, criando uma sensação de continuidade criativa rara dentro da indústria.

Mais do que adicionar missões extras, a impressão é que a CD Projekt RED quer transformar esse novo conteúdo em um último grande capítulo dentro da era de Geralt.

O legado da CD Projekt Red para a indústria

Quando observamos Hearts of Stone, Blood and Wine e agora Songs of the Past, fica mais fácil entender por que tantos jogadores admiram como a CD Projekt Red mudou o significado de DLC para toda a indústria.

A CDPR não apenas criou RPGs marcantes.

Ela conseguiu fazer algo ainda mais raro: mudar a forma como jogadores enxergam conteúdos pós-lançamento.

Depois de Blood and Wine, muitos jogadores passaram a esperar que expansões fossem mais do que simples complementos.

Passaram a esperar novas jornadas completas.

Quando olhamos para Hearts of Stone, Blood and Wine e agora Songs of the Past, fica mais fácil entender por que muitos acreditam que a CD Projekt Red mudou o significado de DLC para toda uma geração de jogadores.

Leia mais sobre The Witcher AQUI. E sobre a expansão Songs of The Past AQUI.

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Author Mateus Tomas
Published