O cinema de animação perdeu um de seus nomes mais importantes. Roger Allers, codiretor de O Rei Leão, morreu aos 76 anos. A informação foi confirmada por familiares e repercutida pela imprensa internacional. A notícia rapidamente comoveu fãs e profissionais da área, especialmente por se tratar de um dos responsáveis por uma das animações mais marcantes da história do cinema.
Ao longo de décadas, Allers construiu um legado que atravessou gerações e ajudou a definir uma era inteira da animação mundial.

Uma carreira essencial para a animação
Ao longo de sua trajetória, Roger Allers construiu grande parte da carreira dentro da Disney Animation, onde participou diretamente de projetos que marcaram o chamado “Renascimento da Disney” nos anos 1990. Nesse período, ele contribuiu para obras que elevaram o padrão narrativo e artístico das animações do estúdio.
Além disso, seu trabalho mais conhecido foi justamente O Rei Leão (1994), animação que se transformou em um fenômeno cultural, comercial e artístico. Ao lado de Rob Minkoff, Allers ajudou a criar uma história que uniu narrativa clássica, músicas inesquecíveis e temas universais como perda, amadurecimento e responsabilidade.
O impacto duradouro de “O Rei Leão”
Desde o lançamento, O Rei Leão ultrapassou o status de simples animação infantil. Com o passar do tempo, o filme se consolidou como um marco da cultura pop, influenciando gerações de artistas, cineastas e animadores ao redor do mundo.
Além disso, a obra deu origem a continuações, séries animadas, um musical de enorme sucesso na Broadway e uma adaptação em live-action. Dessa forma, o filme manteve sua relevância por mais de três décadas, alcançando públicos de diferentes idades.
Outros trabalhos ao longo da carreira
Embora O Rei Leão seja seu trabalho mais lembrado, Roger Allers participou de diversos outros projetos importantes. Entre eles está O Corcunda de Notre Dame, no qual atuou como um dos responsáveis pela direção criativa, contribuindo para uma abordagem mais sombria e madura dentro da animação.
Posteriormente, Allers também se envolveu em produções fora da Disney, incluindo projetos independentes e internacionais. Nesse contexto, ele manteve seu interesse por narrativas mitológicas, histórias clássicas e personagens guiados por conflitos morais profundos.
Repercussão e homenagens
Após a confirmação da morte, fãs e profissionais da indústria passaram a prestar homenagens nas redes sociais. Muitos destacaram como O Rei Leão marcou momentos importantes de suas vidas, seja na infância, seja em redescobertas na vida adulta.
Ao mesmo tempo, a comoção reforçou o alcance do trabalho de Allers e evidenciou como sua arte ultrapassou fronteiras culturais e geracionais.
Um legado que permanece
Por fim, mesmo após sua partida, Roger Allers segue presente por meio de suas obras. Seu trabalho continua vivo nas telas, nas trilhas sonoras que atravessam o tempo e nas histórias que ajudaram a formar o imaginário coletivo de milhões de pessoas.
Mais do que números ou bilheterias, Allers deixa um legado emocional — aquele tipo de arte que acompanha o público por toda a vida.